Hoje é

ALICE COURSE ESSEN 2016

Realizando-se a cada 18 meses, o Curso Neurorradiologia terapêutica de casos ao vivo conduzido em Essen pelo Professor Chapot vem atraindo contingente cada vez mais relevante de Neurorradiologistas Terapêuticos. Sem dúvida o hot topic desse congresso é o tratamento endovascular das MAVS cerebrais. A estratégia habitual da escola de Essen envolve incialmente o mapeamento dos diferentes pedículos nutridores da MAV, com intuito de determinar os nutridores periféricos e indiretos, que são tratados inicialmente. Em um segundo momento o estudo com microcateter visa compreender a porção mais central das MAV, habitualmente com vasos mais calibrosos, a exclusão desses nutridores ao final do planejamento terapêutico. É importante salientar que nesse momento, caso a abordagem por via arterial não permita a exclusão completa da MAV, discute a embolização retrógrada por via venosa com agentes embolizantes, através da técnica da panela de pressão reversa.

Nesta técnica implica um microcateter por via arterial para avaliação do afluxo arterial para a veia de drenagem; a utilização de um microcateter fluxo depende com ponta destacável para acesso da veia de drenagem o mais próximo possível de sua via de drenagem; um segundo microcateter fluxo dependente sem ponta destacável é ainda utilizada na via venosa e posicionado distal ao marcador mais proximal do microcateter fluxo depende com ponta destacável, através daquele cateter injeta-se cola ou flow-coils para retardar o refluxo venoso do agente embolizante (Onix, Squid, Phil) e assegurar a progressão retrograda no inteiro das aferências arteriais. Essa revolucionaria estratégia e técnica de tratamento vem permitindo se obter uma maior exclusão das MAVs cerebrais, sobretudo SPETZLER 1-3.

No casos do tratamento dos aneurismas cerebrais, o ponto mais relevante continua sendo o uso de balões de duplo-lúmen que permitem o remodelamento do colo e deposição de stent através do balão. No que diz respeito aos stents intracranianos, o ponto a ser mencionado é a variação das técnicas com aumento do uso da técnica do half-T stent, em que um único stent é utilizado para cobrir linearmente o colo dos aneurismas de bifurcação, sem necessidade de recorrer a técnicas mais elaboradas como stent em Y que apresentam maior taxa de complicação, na opinião do emérito Coordenador do curso. O regime de antiagregação quando da necessidade do uso de stent continua sendo motivo de bastante controvérsia, mas se observa uma tendência na Europa ao uso da combinação Ticagrelor 90 mg 2x/dia AAS 100 mg à Clopidogrel AAS 100 mg, mormente em vasos de pequenos calibre e nos diversores de fluxo.

Outro ponto interessante foi a apresentação do dispositivos intra-luminais para tratamento de aneurisma cerebrais, especial interesse nos pareceu ter o LUNA, nos caso de aneurisma de bifurcação com colo largo, já que se prescinde o uso de antiagregantes, porém ainda se faz necessário de recuo de acompanhamento para determinar a estabilidade do tratamento. No que diz respeito ao tratamento do AVCI agudo, um dos pontos mais relevantes foi a discussão d a modalidade anestésica durante a trombectomia, já que os estudos preliminares mostraram que os pacientes quando submetidos a anestesia geral (AG) se comparados a sedação consciente (SC) tinham o benefício da trombectomia anulado e passavam a se comportam como o grupo com trombolítico isolado. Não obstante essa premissa, o grupo de Heideberguer apresentou os resultados do SIESTA TRIAL o qual mostrou que os pacientes com AG não tiveram desfecho clínico na alta diferente aos pacientes com SC, na condição de se respeitar os parâmetros de anestesia: Pressão sistólica (mmHg): Limites: 120-180mmg Metas: 140-160mmHg; EtCo2 (mmHg): Limites: 35-45 Metas: 40-45; SatO2 (%): Limites: 90-100 Metas: 95-100; RASS: Limites: -5 a -3 Metas -3 a -2.

 

Michel Frudit, Paulo Passos, René Chapot e Francisco José Mont’Alverne em jantar durante ALICE

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