EMBOLIZAÇÃO DE FAVD CEREBRAL POR VIA VENOSA

A indicação do procedimento é definida por seu médico(a) assistente e realizada por equipe especializada. A embolizacão tornou-se um procedimento bem estabelecido objetivando em alguns casos a cura da malformação como também em alguns casos diminuir seu fluxo gerando alivio dos sintomas.  É um procedimento cirúrgico realizado em sala de hemodinâmica, que consiste no microcateterismo seletivo do seio venoso que recebe a drenagem da fistula possibilitando então o implante de micromolas e/ou NBCAe/ou Onyx, no interior do seio promovendo sua oclusão. Um cateter também é posicionado no interior do sistema arterial com o intuito de ser identificar a posição da lesão, possibilitando também a realização de controles angiográficos durante o procedimento.

Abaixo estão listadas as possíveis complicações neurológicas relacionadas a embolização de FAVD por via venosa no per e pós operatório precoce:

Isquemia cerebral /retiniana/ nervos cranianos

Hemorragia Intracraniana

Os fenômenos isquêmicos são atribuídos a tromboembolismo ou então a oclusão de artérias pias/retinianas responsáveis pelo suprimento vascular cerebral/retiniano. Pode ocorrer também isquemia em função da oclusão do sistema de drenagem venosa. Existe também a possibilidade de hemorragia secundária a lesão arterial ou venosa. A hemorragia pode acontecer durante o procedimento ou até mesmo alguns dias depois.

Complicações neurológicas relacionadas à embolização de FAVDs  por via venosa:

  • Déficit neurológico transitório (devido a hemorragia e/ou isquemia)
  • Déficit neurológico permanente (devido a hemorragia e/ou isquemia)
  • Óbito (devido a hemorragia e/ou isquemia)
  • Recorrência radiológica e clinica
  • Falha do tratamento sendo necessária complementação através de método endovascular e/ou cirurgico

Dentre as complicações não neurológicas inerentes a qualquer procedimento relacionado ao cateterismo do sistema vascular cerebral pode-se citar:

  • Descompensação de doença pré existente.
  • Reação alérgica ao contraste (0,1%).
  • Hematoma no local da punção (0,4%).
  • Outros: reflexo vaso-vagal, hipotensão, descompensação de insuficiência renal, pseudoaneurisma em região da punção, hemorragia retro-peritoneal, reação pirogênica, infecção, reação alérgica aos produtos anestésicos e tromboembolia.

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Assinatura do paciente / responsável                      Assinatura do médico responsável

 

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Assinatura da testemunha                                       Assinatura da testemunha

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