EMBOLIZAÇÃO PERCUTÂNEA DE ANEURISMA ASSINTOMÁTICO

A embolização de aneurisma é um procedimento cirúrgico realizado em sala de hemodinâmica, que consiste em se ocluir seletivamente a dilatação aneurismática com molas de platina, sendo que em casos seletos são utilizados Stent e ou balão de remodelagem. Em aproximadamente 4% dos casos não se consegue embolizar o aneurisma, principalmente pela anatomia desfavorável do aneurisma ou das artérias.

A indicação do procedimento é definida por seu médico(a) assistente e realizada por equipe especializada, tendo como finalidade a oclusão total ou subtotal do aneurisma, tentando com isto reduzir o risco de ruptura com conseqüente hemorragia cerebral (subaracnóide ou intraparenquimatosa) ou efeito de massa.

Abaixo estão listadas as possíveis complicações neurológicas inerentes ao procedimento no per e pós operatório precoce:

  • Isquemia cerebral: causada por formação de trombos nos materiais cirúrgicos ou por lesão dos vasos (7,1%). As isquemias podem ser do tipo ataque isquêmico transitório (revertem em horas), isquemia leve (déficit mínimo) ou grave (déficit importante).
  • Hemorragia cerebral – causada pela ruptura do aneurisma (2,6%) durante o procedimento ou por perfuração de vasos durante a manipulação dos materiais cirúrgicos.
  • Óbito.
  • Outras: náuseas, vômitos, entre outras.

Porcentagem de complicações neurológicas relacionadas ao procedimento em estudos médicos importantes:

  • Complicações neurológicas transitórias ou leves: 1,9%.
  • Complicações neurológicas permanentes: 2,6% pós operatório imediato e 1,4% em 30 dias.
  • Óbito: 0,5 a 1,1% no pós operatório imediato e 1,7% em 30 dias.

Dentre as complicações não neurológicas com estatística de 2,6%, podemos citar:

  • Descompensação de doença pré existente.
  • Reação alérgica ao contraste.
  • Hematoma no local da punção.
  • Outras: Alteração da função renal, pseudoaneurisma em região da punção, hemorragia retro-peritoneal, reação pirogênica, infecção, complicações anestésicas, trombose venosa entre outros.

Complicações tardias, após 30 dias até anos pós embolização podem ter que ser retratadas com riscos de seqüelas e até óbito, sendo as mais importantes descritas abaixo:

  • Estenose intra Stent.
  • Isquemia cerebral tardia.
  • Recanalização aneurismática.
  • Ruptura tardia do aneurisma com hemorragia cerebral.

Os dados abaixo foram baseados nos seguintes trabalhos científicos:

  1. Indications for the performance of intracranial endovascular neurointerventional procedures: a scientific statement from the American Heart Association. Circulation 2009;119:235-2249.
  2. Treatment of unruptured intracranial aneurysm: a nationwide assessment of effectiveness. AJNR 2007;28:146-151.
  3. Treatment of unruptured intracranial cerebral aneurysms in California. Stroke2001;32:597-605.
  4. Immediate clinical outcome of patients harboring unruptured intracranial aneurysms treated by endovascular approach. Results of the ATENA study. Stroke2008;39:2497-2504.

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Assinatura do paciente / responsável                      Assinatura do médico responsável

 

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Assinatura da testemunha                                       Assinatura da testemunha

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